Observando a propaganda antifumo do governo britânico temos imagens chocantes, que resultaram na retirada da propaganda do ar. O intuito da campanha que divulgava imagens de pessoas sendo fisgadas por anzóis era justamente representar o quanto o cigarro "fisga" o fumante, deixando-os dependentes. A agência controladora da publicidade no país considerou a campanha "assustadora" para as crianças, enquanto o departamento de saúde disse que a campanha foi "altamente efetiva". Neste caso surge a questão: mais vale poupar as crianças (que podem se tornar os fumantes de amanhã) ou usar a publicidade como utilidade pública, alertando sobre os riscos de um problema frequente na sociedade?Já em uma campanha desenvolvida nos Estados Unidos para alertar a população quanto aos riscos de dirigir em alta velocidade não foram poupadas imagens fortes. O vídeo pode até chocar á princípio, mas se torna comovente e convincente. Campanhas como essa mostram a realidade "nua e crua", aponta fatos e consequências que de alguma forma chegam á população.
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Não é de hoje que a publicidade choca! Nos anos 80, enquanto muitos assuntos ainda eram tabus, as propagandas vinham muitas vezes provocantes e agressivas. Sexo, drogas, homossexualismo e religião eram abordados de forma explícita e, ás vezes, com bom humor. Essa forma de fazer publicidade, mesmo não agradando a todos, fixa a marca do anunciante em nossas mentes. É isso mesmo! Escândalos e proibições envolvem o público. Recentemente, no Brasil, foi retirada do ar a campanha da cerveja "Devassa", que contava com a sempre devassa Paris Hilton. Considerada imprópria para veiculação na TV, a polêmica deixou o nome da cerveja na boca do povo. Seria essa uma estratégia publicitária?
De qualquer forma o mercado publicitário deve procurar cada vez mais alternativas para chamar a atenção, e nessas incessantes tentativas não faltará criatividade e muito menos campanhas apelativas.

Muito bom!
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